Terça-feira, 28 de junho de 2022

O projeto" Museu Aqui e Agora e o Futuro que lá Mora foi um projeto-piloto por iniciativa da Câmara Municipal de Sintra, que contou com o co-financiamento do Programa PróMuseus da Rede Portuguesa de Museus e com a parceria, para o seu desenvolvimento e implementação, da Rede de Bibliotecas Escolares, envolvendo os seis museus municipais e os vinte Agrupamentos de Escolas do Concelho e respetivas Bibliotecas Escolares.

No dia 27 de junho, reuniram-se todos os professores participante e professores bibliotecários juntamente com a representatividade da Câmara de Sintra, dos representantes dos Museus, as ilustradoras, Danuta Wojciechowska e Joana Paz, a representante da RBE para a apresentação dos trabalhos finais. 

Foi um cenário de cor e diversidade com os trabalhos dos alunos das diferentes escolas do concelho de Sintra.

Na nossa escola, a turma foi o 5º E, com a participação dos professores Paula Carvalho e Jorge Serqueira e a PB Paula Ferreiro.

Os alunos tomaram contacto e leram o livro Dias irmãs em Odrinhas, construíram histórias alternativas a partir das imagens; visitaram a exposição itinerante de 6 totens na biblioteca - cada totem representa um dos 6 museus - e realizaram guiões de trabalho; visitaram o Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas e realizaram um oficina com a ilustradora Joana Paz; tiveram a visita da escritora do livro Guilda Nunes Barata e o projeto finalizou com a construção de um totem criativos após a oficina de artes com a ilustradora Joana Paz. 

Todos estão de parabéns pela diversidade do trabalho realizado, pelo empenho e criatividade.




 





                                                                                                                                                                                    































Primeira publicação da obra ‘O Diário de Anne Frank’: 25 de junho de 1947


 

    Referimos hoje os 75 anos decorridos sobre a primeira publicação de uma obra lida pelos nossos alunos do 3.º ciclo, quer como projeto individual de leitura, quer como leitura para informação e estudo em sala de aula.

 

    «Anne Frank morreu no campo de concentração de Bergen-Belsen, em 1945, a dois meses do final da guerra na Europa. O seu diário, um dos livros de não ficção mais lidos em todo o mundo, foi publicado pela primeira vez em 1947, por iniciativa do seu pai. Setenta e cinco anos depois, a Livros do Brasil lança uma edição aumentada da versão definitiva de O Diário de Anne Frank, que inclui novo prefácio, cronologia, glossário e biografias.»


   "Espero poder confiar-te tudo, como nunca pude confiar em ninguém, e espero que venhas a ser uma grande fonte de conforto e apoio”, escreveu Anne no seu célebre diário, a 12 de Junho de 1942, dia do seu 13º aniversário. 


   Durante dois anos, a jovem registou a sua experiência durante a ocupação nazi da cidade de Amesterdão, que a levou a esconder-se num pequeno anexo secreto, juntamente com a sua família e um grupo de outros judeus. Foram encontrados em Agosto de 1944 e Anne morreu um ano depois. 


Fonte: Time Out

 

A Google dedica hoje um doodle à presente efeméride. O mesmo pode ser consultado aqui (utilizar setas do lado direito das imagens, a fim de poder seguir a informação).

 

 


 

O Dia Europeu da Música celebra-se a 21 de junho, dia do solstício de verão



A primeira comemoração da data teve lugar em França, em 1982, por proposta do Ministro da Cultura deste país . No ano seguinte, reuniram-se 200.000 músicos em ruas, praças e parques, tendo a iniciativa vindo a ganhar maior significado ao longo dos anos.

A música é um elemento essencial na vida de quase todos nós. Aconselhamos, na data que hoje se celebra, a audição de algumas das vossas músicas preferidas,  com destaque para as que embelezam alguns poemas da nossa literatura. Trata-se igualmente de uma forma de ler e de prestar maior atenção às palavras.

... E como algumas composições melódicas foram criadas para musicar poemas de escritores importantes, deixamos uma delas, com letra do poeta lisboeta Alexandre O'Neill, embelezada com a musicalidade do Português do Brasil, na voz da intérprete Adriana Calcanhotto.

Para ouvir Formiga Bossa Nova  através da presente ligação.

José Saramago (1922-2010) - 18 de junho de 2022

 





Evocando o nosso Nobel da Literatura:

José Saramago (Azinhaga, Golegã, 16 de novembro de 1922 – Tias, Lanzarote, 18 de junho de 2010).

Consultar informação sobre o escritor aqui em RTP-Ensina.

Imagem: mural perto da estação de Santa Apolónia, atualmente eliminado.

13 de junho: evocando o aniversário de Fernando Pessoa


 


Lembrando a data em que nasceu o poeta, 13/6/1888 (ano em que era publicado o romance Os Maias de Eça de Queirós).
**********
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer. (...)
Fernando Pessoa , “Aniversário “

Fonte da imagem: Arquivo Pessoa

10 de junho: Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.



   Hoje, dia 10 de junho, comemora-se o "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas".

   Neste importante feriado nacional, presta-se homenagem ao grande poeta Luís Vaz de Camões, autor d´Os Lusíadas, a maior obra épica do nosso país. O príncipe dos poetas faleceu a 10 de junho de 1580.

   A BRG junta-se à presente celebração,  através dos versos de Miguel Torga:

 

 

CAMÕES

 

Nem tenho versos, cedro desmedido,

Da pequena floresta portuguesa!

Nem tenho versos, de tão comovido

Que fico a olhar de longe tal grandeza. 

 

Quem te pode cantar, depois do Canto

Que deste à pátria, que to não merece?

O sol da inspiração que acendo e que levanto,

Chega aos teus pés e como que arrefece.

 

Chamar-te génio é justo, mas é pouco.

Chamar-te herói, é dar-te um só poder.

Poeta dum império que era louco,

Foste louco a cantar e a louco a combater.

 

Sirva, pois, de poema este respeito

Que te devo e professo,

Única nau do sonho insatisfeito

Que não teve regresso!

 

Miguel Torga Poemas ibéricos, 1965.

 

 

Hoje, 1 de junho, é o Dia da Criança


 


Como uma criança antes de a ensinarem a ser grande,

Fui verdadeiro e leal ao que vi e ouvi.

Alberto Caeiro (heterónimo de Fernando Pessoa), Fragmentos


Créditos da fotografia: Artur Pastor, Póvoa de Varzim, década de 50 do passado século.

 

Deixamos  aqui  o acesso ao texto da " Convenção dos Direitos da Criança"


"As Grandes Viagens de Descoberta e Exploração": exposição de História na biblioteca escolar


  

    A exposição, organizada pelos alunos e docentes de História dos 2.º e 3.º ciclos, pode ser visitada até ao final do ano letivo na Biblioteca Escolar Rui Grácio.




    Deixamo- vos aspetos  parciais da mesma, que  abrange expedições marítimas, terrestres e espaciais efetuadas ao longo do tempo.

 




    Para quem ainda não nos visitou, ficamos à espera da vossa presença, são todos bem-vindos!



Hoje, 22 de maio, celebra-se o "Dia do Autor Português"


 

    O Dia do Autor Português é assinalado a 22 de maio desde 1982. Esta data foi instituída pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) e coincide com o aniversário da SPA, que tem por missão gerir os direitos de autor bem como representar todos os autores portugueses (também os seus sucessores e cessionários) das áreas literárias e artísticas que nela estejam inscritos.

  Atualmente a SPA conta com cerca de 25 mil inscritos.

 

  Fonte: INCM

 

  Em homenagem ao autor português, a Imprensa Nacional tem vindo a reeditar obras de autores consagrados na nossa literatura com a finalidade de os manter presentes junto dos leitores.


  A Biblioteca Escolar Rui Grácio junta-se a esta comemoração, partilhando o poema de Eugénio de Andrade As Palavras .

18 de maio - Dia Internacional dos Museus

 




    O ICOM já divulgou o tema da próxima edição do Dia Internacional dos Museus, a celebrar no dia 18 de maio de 2022. “O Poder dos Museus” é o mote para uma festa que reune museus de todo o mundo.

Fonte: Direção Geral do Património Cultural


Concurso de leitura em Português, Francês e Inglês a decorrer na Biblioteca Escolar Rui Grácio


 

O Concurso de Leitura decorre, na biblioteca escolar, desde dia 9 do corrente mês.

Participa ou, caso não te tenhas inscrito na qualidade de leitor/a, assiste às apresentações dos teus colegas de turma.

A presente iniciativa terminará no  dia 2 de junho.


Publicação de 18/5/2022

Festa do Livro em Belém

 




Concertos, cinema, debates, sessões de autógrafos e apresentações de livros fazem parte do programa da Festa do Livro em Belém deste ano, bem como um espaço para os mais pequenos, dinamizado pela Rede de Bibliotecas de Lisboa, com sessões do conto, jogos didáticos, yoga e música para bebés. Estarão, ainda, disponíveis várias áreas de leitura, uma ligação aberta ao Jardim Botânico Tropical, bem como uma zona de restauração.

A Festa do Livro em Belém 2022 é uma organização da Presidência da República e da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, com a parceria das Bibliotecas Municipais de Lisboa.

O acesso é efetuado pela Loja do Museu da Presidência da República, na Praça Afonso de Albuquerque, onde será realizado o controlo de segurança a todos os que pretendam entrar no local.

Para mais informações, contacte o Museu através do telefone 213 614 660 ou do endereço de correio eletrónico museu@presidencia.pt. Pode ainda acompanhar todas as notícias sobre esta iniciativa no Facebook.

Palácio Nacional de Belém
Entrada livre


Quinta-feira, 2 de junho, das 18h00 às 22h00
Sexta-feira e sábado, 3 e 4 de junho, das 11h00 às 22h00
Domingo, 5 de junho, das 11h00 às 21h00


Fonte: Museu da Presidência da República (texto e imagem)


Publicado a 17/5/2022

5 de maio: "Dia Mundial da Língua Portuguesa"

 






     Celebra-se hoje, dia 5 de maio, o “Dia da Língua Portuguesa e da Cultura". Nesta data, os países do espaço lusófono procuram desenvolver atividades promotoras da Língua Portuguesa e da cultura lusófona pelo mundo. A data também é conhecida como “Dia da Cultura Lusófona”.

 

     As diversas cores da nossa língua são bem caracterizadas pelas palavras do escritor moçambicano Mia Couto, quando escreve:

 

     “Lembro a camponesa da Zambézia. Eu falo português corta-mato, dizia. Sim, isso que ela fazia é, afinal, trabalho de todos nós. Colocamos essoutro português - o nosso português - na travessia dos matos, fizemos que ele se descalçasse pelos atalhos da savana.
Nesse caminho lhe fomos somando colorações. Devolvemos cores que dela haviam sido desbotadas - o racionalismo trabalha que nem lixívia. Urge ainda adicionar-lhe músicas e enfeites, somar-lhe o volume da superstição e a graça da dança. É urgente recuperar brilhos antigos. Devolver a estrela ao planeta dormente.

 

     A propósito  Português falado com diversas entoações e diversidade lexical, não podemos deixar de destacar o orgulho da nossa identidade linguística citando, para tal, Bernardo Soares, heterónimo de Fernando Pessoa: 

 

"Não tenho sentimento nenhum político ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a língua portuguesa". 

 

Fernando Pessoa, Livro do Desassossego

 

Partilhamos convosco o vídeo Dia Mundial da Língua Portuguesa - Uma língua, tanto para unir

"Go Green" - uma exposição interdisciplinar patente na Biblioteca Escolar Rui Grácio - 4 de maio de 2022

 



    Os alunos das turmas 8.ºA; 8.ºB; 8.ºC; 8.ºE; 9.ºA e 9.ºB dos professores Alexandra Gomes, Isa Santos e Ricardo Milheiro organizaram, no âmbito das disciplinas de Cidadania e de Geografia e orientados pelos respetivos docentes, uma exposição na biblioteca escolar.


    A iniciativa, intitulada "Go Green",  apela a hábitos que promovam um ambiente mais sustentável e uma maior consciência ecológica.



    Deixamos convite para que o trabalho realizado possa receber a vista da comunidade escolar.

Abril e maio - exposição organizada em PLNM, patente na Biblioteca Escolar Rui Grácio

 





    Os alunos de PLNM (Português Língua não Materna), numa iniciativa planeada pela professora coordenadora da disciplina, participaram em diversas atividades na biblioteca escolar - concurso de leitura (previamente referido no blogue) e exposição sobre a cultura dos países de que são oriundos. 

    A mostra, para lá do vestuário e de aspetos culturais, integrou também projeções - a decorrer em simultâneo - , com lendas e fatores históricos e arquitetónicos acerca da Moldávia, Ucrânia e Senegal.

  



  Divulgamos algumas imagens da exposição relacionada com o país de origem dos nossos alunos: Ucrânia, Moldávia e Senegal.






Dia da Mãe: 1.º domingo do mês de maio - 1 de maio de 2022






Pintura de Almada Negreiros, "Maternidade".





Em Portugal, o “Dia da Mãe” é celebrado no primeiro domingo do mês de maio tendo sido, no passado, festejado no dia 8 de dezembro.

 

Trata-se de uma data que nos leva a pensar com maior cuidado e carinho nas nossas mães, sendo desejável que todos as possamos valorizar enquanto responsáveis pela nossa existência.

 

A mãe tem sido, ao longo dos tempos, celebrada através da arte : música, literatura e expressão plástica.

 

Hoje partilhamos convosco um poema que lhe faz justiça:


"Conheço a tua força, mãe, e a tua fragilidade. 
Uma e outra têm a tua coragem, o teu alento vital. 
Estou contigo mãe, no teu sonho permanente na tua esperança incerta 
Estou contigo na tua simplicidade e nos teus gestos generosos. 
Vejo-te menina e noiva, vejo-te mãe mulher de trabalho 
Sempre frágil e forte. Quantos problemas enfrentaste, 
Quantas aflições! Sempre uma força te erguia vertical, 
sempre o alento da tua fé, o prodigioso alento 
a que se chama Deus. Que existe porque tu o amas, 
tu o desejas. Deus alimenta-te e inunda a tua fragilidade. 
E assim estás no meio do amor como o centro da rosa. 
Essa ânsia de amor de toda a tua vida é uma onda incandescente. 
Com o teu amor humano e divino 
quero fundir o diamante do fogo universal."


António Ramos Rosa, Antologia Poética


Ouvir aqui "A Mãe" de Rodrigo Leão

1.º de maio - Dia do Trabalhador


 

       Créditos da imagem: atividadespedagógicas.net



Hoje, dia 1 de maio, celebra-se o Dia do Trabalhador.


Comemoração retomada a partir de 1974 pretende-se, com esta data, destacar todos aqueles – em diversas áreas profissionais – que contribuem para o que todas as nações possam progredir em paz e prosperidade.


O Dia do Trabalhador começou por ser comemorado em Portugal, a partir de 1890, pouco tempo após ter sido consagrado um dia internacional.

No nosso país, era então feriado, sendo feitos piqueniques nos quais havia pequenos comícios.


Mais tarde, durante o Estado Novo, cessou a festa do trabalho, tendo sido retomada a partir da “Revolução dos Cravos”.

Partilhamos convosco um poema sobre o trabalho, que devemos valorizar e desejar justo para todos os cidadãos, sem exceção.


Uma sociedade ideal será aquela em que todos nós consideremos a profissão como algo que nos estimula, trazendo-nos justiça, serenidade e bem-estar.

 

29 de abril - Dia Mundial da Dança

 


     Fotografia: © James L. Amos, National Geographic

    Comemora-se hoje o "Dia Mundial da Dança" e a Biblioteca Escolar junta-se à data, partilhando convosco o poema de Eugénio de Andrade "Green God":


Trazia consigo a graça 
das fontes, quando anoitece.
Era o corpo como um rio
em sereno desafio
com as margens, quando desce.

 

Andava como quem passa,
sem ter tempo de parar.
Ervas nasciam dos passos,
cresciam troncos dos braços
quando os erguia do ar.

 

Sorria como quem dança.
E desfolhava ao dançar
o corpo, que lhe tremia
num ritmo que ele sabia
que os deuses devem usar.

 

E seguia o seu caminho,
porque era um deus que passava.
Alheio a tudo o que via,
enleado na melodia 
de uma flauta que tocava.


Eugénio de Andrade, "Green God"

 

Dia 25 de abril : a liberdade de expressão e o fim da guerra

 


    Créditos da fotografia: © Alfredo Cunha "Uma criança junto de um soldado celebram o Dia da Liberdade", 25/4/1974


     No interessante artigo da VISÃO JÚNIOR publicado no texto anterior deste blogue e no Facebook da biblioteca escolar, através das memórias daqueles que viveram a data e também na disciplina de História, no 9.º ano, todos os jovens poderão conhecer a viragem trazida pelo dia 25 de abril de 1974.

 

     A liberdade de expressão, a muitos dos mais novos pouco dirá, pois nasceram em tempos mais tardios: já cresceram numa época em que qualquer cidadão poderá

expressar-se em consciência,  sem que isso seja considerado motivo de perseguição, mas um dever de cada pessoa no exercício da Cidadania.

 

     Quanto à Guerra Colonial Portuguesa  (1961-1974) em que muitos jovens tiveram de participar, durante o Estado Novo , a alguns deixou consequências como a própria vida, marcas físicas  ou perturbações psicológicas prolongadas no tempo. A data que hoje celebramos permitiu que voltássemos a viver em paz e, só por isso, merece ser celebrada.

 

     Antes de abril de 74 apareciam, na TV, as imagens de despedida dos jovens soldados, que partiam de navio e deixavam os pais e todos os seus mais próximos inconsoláveis. As embarcações afastavam-se, enquanto os pais, procurando manter a coragem, acenavam, do cais,  com lenços brancos. Muitos de nós guardamos a imagem na memória e alegramo-nos por serem estes instantâneos, fragmentos do passado. Não existem bens mais preciosos do que a paz, a vida, a integridade física,  a par de podermos dar a nossa opinião sem qualquer castigo ou risco de prisão.



     Créditos da fotografia: arquivos do jornal "O Século": "pais despedem-se de filho que parte para a Guerra Colonial"

 

     Quando, na madrugada deste dia, os militares puseram fim à obrigatoriedade da guerra, muitos artistas – também eles perseguidos pela opinião que manifestavam - ,  comemoraram a data através da expressão plástica e da escrita. Alguns saíram, dias depois, da prisão onde se encontravam, por não concordarem com situações que se viviam na época.


    Deixamos o belíssimo poema de Sophia de Mello Breyner Andresen, que celebra esta data, a do Dia da Liberdade ou da Revolução dos Cravos, uma mudança conseguida no nosso país sem derramamento de sangue.

 

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
.

Sophia de Mello Breyner Andresen

 

Segunda-feira, dia 25 de abril

   


É sempre importante relembrarmo-nos de datas que ficaram na História do nosso país, e de como elas mudaram o rumo da sociedade e na de quem nela habita.

Assim foi no dia 25 de abril de 1974, o dia em que a ditadura, que durava há 48 anos, deu lugar à Democracia e a um Portugal livre, com direito a eleições livres, sem censura nos jornais, com direitos iguais para homens e mulheres.

Leiam o artigo da revista Visão Júnior e documentem-se sobre o Dia da Liberdade. De seguida, testem os vossos conhecimentos, através de um quizz, que a revista vos apresenta.

https://visao.sapo.pt/visaojunior/historia-visaojunior/2016-04-14-conta-me-como-foi-o-25-de-abril/




23 de abril - Dia Mundial do Livro


                                            Ilustração: © Arianna Boccassini

 


Homenagear o livro no dia 23 de abril é também celebrar três grandes escritores, pois, nesta data, registam-se as seguintes efemérides: o nascimento (1564) e a morte (1616) de William Shakespeare; a morte (1616) de Miguel de Cervantes e o nascimento, em 1899, de Vladimir Nabokov. 

 

A UNESCO fixou, em 1996, o dia mundial que hoje se celebra.

Destacam-se, a 23 de abril, o livro e o direito inalienável da leitura, pilares para a construção de uma sociedade desenvolvida.

 

Partilhamos convosco um poema sobre a importância dos livros na nossa vida: ler torna-nos diferentes e pensadores críticos e interventivos:

 

As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas. 

E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras. 

As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas». 

É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.


Jorge Sousa Braga, Herbário, Assírio & Alvim, 1999.


Visionar Os Direitos do Leitor , da obra Como um romance de Daniel Pennac