Sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

"Miúdos a votos" está a ser uma iniciativa acolhida na nossa escola com entusiasmo e vontade de divulgar as histórias dos livros mais votados. 

Os trabalhos já iniciaram e muitas estão a ser as atividades promotoras de divulgação: cartazes, apresentações orais dos livros, vídeos, fotografias, ...

As turmas, na sala de aula ou na biblioteca, trabalham em grupo, lendo, desenhando, colando para que o seu livro ganhe este desafio.

Eis aqui as turmas participantes, os livros que escolheram e o nome dos professores que motivaram os seus alunos a ler, a falar das personagens, dos temas, da ação das histórias, sabendo que a leitura é um domínio fulcral para a aquisição e enriquecimento de vocabulário, de melhoria da escrita, da expressão oral e essencial numa vertente interdisciplinar.

A leitura traz aos nossos alunos o conhecimentos de novos escritores, a abertura a novas realidades e vivências e a capacidade criativa. 

Vamos todos sair vencedores desta iniciativa!









A biblioteca escolar - um espaço privilegiado para valorizarmos a oralidade


 


A biblioteca escolar é um espaço que tem vindo a ganhar vida neste século XXI, desde  a criação do Plano Nacional de Leitura que, com a renovação das bibliotecas escolares,  converteu a escola pública num espaço de maior equidade. Aqueles que não pretendem ver os nossos tempos desfasados de uma Didática e Pedagogia exigidas por novos tempos e novas exigências  têm plena noção da responsabilidade

Estar profissionalmente na escola, ciente dos desafios do presente, é também frequentar a biblioteca, tomar nela parte ativa e estar atento à diversidade de trabalhos – alguns de cariz interdisciplinar – que integram o seu quotidiano.

Um dos desafios trazidos à disciplina de Português, com impacto positivo no currículo e, mais tarde,  numa integração na vida ativa, passa pela valorização da oralidade, timidamente trabalhada há alguns anos e hoje reforçada pelos documentos de referência das diversas disciplinas do  currículo.

Atendendo a que a biblioteca é (também) um espaço privilegiado de debate, para o qual também são convidados por alguns professores especialistas exteriores à escola, relembramos as regras de comunicação verbal destinadas a todas as faixas etárias, à generalidade de professores e alunos.

Decerto muitos/as docentes de Português se lembrarão, aquando dos seus  estágios profissionais, das “máximas conversacionais de Grice”, cuja importância devemos manter na vida diária dentro e fora da escola e também no contexto de sala de aula, praticando, segundo este autor,  a organização discursiva com os alunos : quantidade (estudos apontam para a percentagem diminuta de captação de ideias quando a exposição é longa e repetitiva); qualidade (relevância das informações); relação (articulação lógica de conteúdos) e forma (deverá ser agradável, sob risco de não captar a atenção dos destinatários).

 

A este propósito – o do nosso trabalho disciplinar com a oralidade, dentro e fora da biblioteca escolar - , ficam ainda as regras da professora Carla Marques, especialista na matéria e, no presente, responsável do Ciberdúvidas.

Deixamos um texto de sua autoria “Falar em público: cinco erros a evitar”, a consultar aqui


Centenário José Saramago nas BIBLIOTECAS E ESCOLAS - "A maior flor do mundo" - divulgação

 









Caros amigos, professores e bibliotecas

É com muito entusiasmo que anunciamos a data de ESTREIA do 
espetáculo teatro A maior flor do mundo, de José Saramago  24 fevereiro 2022

Enquanto escolhiamos a obra para trabalhar, A Maior flor do mundo levou-nos sempre a um mesmo lugar se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar? “
Porque perdem os crescidos, afinal, a capacidade de ser livre e de sonhar?

A Maior Flor do Mundo é o espetáculo encenado por Vasco Letria e coreografado por Paula Pinto (do Ballet Gulbenkian), 
dirigido a crianças, mas também a adultos, porque a beleza e a magia são uma linguagem universal.

A palavra. A música. A dança.


Estes serão os ingredientes para 40 minutos de espetáculo onde o livro – integrado no Plano Nacional de Leitura - ganhará vida e um novo olhar e se tornará inesquecível.


Através do imaginário dos mais novos conseguiremos chegar, novamente, aos mais doces e ternos recantos do nosso coração.

Vamos sonhar?



Recomendado a miúdos e graúdos, este espetáculo estreia em Lisboa e estará de imediato 


disponível para ir às escolas e bibliotecas municipais




Uma produção | FOCO LUNAR


Mais informações:

producao@focolunar.com

916 762 706


Até breve

Inês Sá Ribeiro

(foco lunar)

Educação Literária, leitura integral de obras e a biblioteca escolar

 



Imagem:  Alyse


O  Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória orienta o docente de língua materna para a monitorização da leitura de textos integrais de extensão diversa. Os contos propostos no domínio da Educação Literária são facilmente lidos na totalidade em sala de aula, servindo como ponto de partida para os diferentes domínios de aprendizagem.

Relativamente aos romances, de maior extensão, a sua monitorização  ganhará em ser metodicamente planificada, pela impossibilidade de leitura integral em sala de aula, sob risco de serem descuradas as Aprendizagens essenciais de Português  nos seus diversos domínios. Poderá revestir-se de utilidade  o acompanhamento que passa pela definição de capítulos para leitura em casa e posterior aferição de conhecimentos na aula. Os recursos tecnológicos são, de igual modo,  facilitadores de estratégias pontuais de motivação, tais como excertos de filmes – desde que respeitada a obra literária – e de atividades de pré-leitura, entre outras, como incentivo à curiosidade leitora.

O recurso que é a biblioteca escolar, deverá ser valorizado e, quando alguma obra de leitura integral não se encontrar disponível em suficiente número de exemplares,  será benéfica a  comunicação  à professora responsável ou docentes auxiliares , a fim de se tentar colmatar a ausência de obras para estudo. Aquando da requisição e tendo em conta a faixa etária em que os alunos se integram, a fim de manter constante o número de exemplares que são património da biblioteca, deverão, os professores titulares da turma, responsabilizar-se pela sua requisição e devolução. Ficando a situação centralizada na autoridade do docente, poderão os professores e/ou funcionários da biblioteca canalizar os seus esforços em maior número de atividades culturais previstas nos documentos de referência e evitar-se-á o extravio de obras. Esta situação já é cumprida com sucesso pela maioria dos docentes de Português e passará a integrar o Regulamento da Biblioteca Escolar.

 

21 de fevereiro - Dia Internacional da Língua Materna


 

“O Dia Internacional da Língua Materna celebra-se, anualmente, a 21 de fevereiro. Este dia foi criado na 30.ª conferência geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em 1999, por iniciativa do Bangladesh. A data foi posteriormente reconhecida pela ONU através da Resolução 56/262 da Assembleia Geral, a 15 de fevereiro de 2002.”
Para lá da tão conhecida frase do heterónimo pessoano Bernardo Soares, presente no painel de azulejos da imagem, partilhamos um excerto de Vergílio Ferreira:
"Da minha língua vê-se o mar. Na minha língua ouve-se o seu rumor como na de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto. Por isso a voz do mar foi em nós a da nossa inquietação."

‘Jornal dos Macacos’ : um projeto da turma B do 8.º ano








    O Jornal dos Macacos faz parte do trabalho realizado a Espaço Projeto do 8.º B e a cargo das professoras Vanda Pequito e Cristina Simões. Divulgamos aqui  a primeira edição deste jornal, datada de janeiro de 2022. Deste modo, damos a conhecer um pouco do trabalho desenvolvido com a turma em questão.

«Miúdos a Votos» : debate na biblioteca escolar

 


    No dia 14 de fevereiro, com a turma do 7.º A e no âmbito da iniciativa "Miúdos a Votos" (organizada pelo PNL e VISÃO Júnior) decorreu, na biblioteca escolar, durante a aula de Português, um debate acerca de alguns dos livros a votação. Os títulos escolhidos e apresentados pelos jovens leitores foram os seguintes: O Cavaleiro da Dinamarca; O Diário de Anne Frank; A Distância entre nós; Ulisses; Harry Potter e a Câmara dos Segredos e Avozinha Gangster.

   A atividade constou de uma breve apresentação por parte dos leitores, seguida de um conjunto de questões colocadas pelos seus colegas de turma. Foi uma aula diferente, na qual os alunos demonstraram o seu gosto pela leitura e tiveram oportunidade de trabalhar o domínio da oralidade, bem como a atitude de "saber ouvir e saber falar".

A iniciativa “Miúdos a Votos “ começa a 7 de fevereiro e termina a 21 de março !





A iniciativa conjunta do PNL e da revista VISÃO JÚNIOR encontra-se  em plena ação desde dia 7 de fevereiro. A partir daí e até dia 21 de março, a tua escola e (turma poderá participar na atividade com recurso a diversas modalidades. Decerto já foste informado nas aulas de Português  e conheces os títulos dos livros em que podes votar. Temos vindo a divulgá-los neste blogue da BRG, o “Pedras Leitoras”, bem como no nosso FaceBook.

Para partilhares os teus gostos pessoais de leitura com a comunidade escolar, o regulamento prevê as seguintes possibilidades, que deverás escolher antes da data em que irás eleger o teu livro preferido:

- manifestações no espaço exterior, com cartazes;

- debates na biblioteca;

- distribuição de propaganda aos colegas;

- conversas na rádio escolar;

- dramatizações;

- booktrailers (breve apresentação das linhas essenciais do livro, com captação de imagens);

- podcasts  com regras apresentadas.


As atividades de divulgação deverão ser preenchidas, na biblioteca, através de um formulário próprio, aguardamos, com interesse, a informação por parte das docentes de Português de 2.º e 3.º ciclos, a fim de conhecermos as modalidades de participação dos seus alunos.

Caso participem com podcasts, os mesmos deverão ser enviados, através da biblioteca escolar, até dia 22 de fevereiro, de acordo com as indicações aqui apresentadas.




 

As eleições terão lugar no dia 23 de março, já se encontrando a publicidade a este acontecimento entre o espaço da biblioteca e o refeitório.

Desejamos a todos/as boas leituras e uma escolha interessada no livro preferido!

A tua biblioteca escolar.





 

No primeiro dia de fevereiro comemora-se o "Dia Mundial da Leitura em Voz Alta"

 




Dia 1 de fevereiro é o “Dia Mundial da Leitura em Voz Alta”, o que nos leva a pensar em diversos fatores associados à leitura.

Esta modalidade consiste numa prática escolar, sendo muito  ligada a infâncias felizes. Verificamos que, em sala de aula, é do agrado de grande número de alunos, que se esmeram para aperfeiçoar entoação, clareza e dicção e que seguem, atentos, a leitura por parte do/a professor/a.

“Era uma vez...”; “Há muito tempo...” ou “Num reino distante...” foram fórmulas de abertura ouvidas por muitas crianças antes da chegada do sono. Nem todos terão vivido tão importante experiência, mas encontram-se sempre a tempo de a iniciar, deixando-se levar pelo entusiasmo.

É bom ter um adulto que, em casa, lê para os filhos ou para os netos. Na escola, é igualmente gratificante verificar que, quando um texto é lido com expressividade, consegue atingir uma plateia atenta e entusiasmada.

Que a data hoje celebrada – à semelhança de tantas outras – , tenha como principais finalidades as de cativar e de melhorar o número de leitores entusiastas, num confronto desigual com o que é mais simples e, a uma primeira vista, mais atrativo (um olhar magnetizado e uma utilização sem critérios, dirigidos a muitos dispositivos tecnológicos de fácil transporte).

Tornar um dia – o Dia da Leitura em Voz Alta - numa festa ao longo do ano, com alunos que partilham leituras com as suas turmas ou que ouvem ler com expressividade, é o anseio da tua biblioteca escolar, a BRG.

E a propósito do dia de hoje, despedimo-nos com a expressão : “pozinhos de perlimpimpim, a história chegou ao fim.”, embora esperemos que tenha continuidade.

 

Ilustração: © Mónica Carretero